A capital paulista receberá um evento tipicamente litorâneo. O I Festival de Esculturas de Areia de São Paulo começará no dia 12 de setembro em um terreno de 66 mil metros quadrados à Avenida Interlagos, 800. Com o objetivo de trazer o clima praiano a São Paulo, as obras dos renomados artistas Gisele, Sérgio e Mauro Prata também terão a função de divulgar este tipo de arte ainda pouco conhecida no Brasil. Três grandes esculturas ficarão expostas por 40 dias.
Alegria, Alegria!!
Gisele Prata
 
Gisele Prata, cirurgiã-dentista por formação, participou de festivais de esculturas de areia por toda a Europa. Natural de Santos, também participou de eventos na Baixada Santista, entre eles “Brasil 500 anos em Esculturas de Areia”, em São Vicente. Em Santos, aos 12 anos, deu início a sua carreira de artista com os concursos internacionais realizados no litoral paulista.
Para o Festival, ela fez a escultura “Alegria, Alegria”, uma cena com crianças e um palhaço, remetendo aos tempos de infância. Com dois metros de altura e três de extensão, “Alegria, Alegria” precisou de 15 mil quilos de areia, lâminas de alumínio, pincéis, pá, bisturi e socador de areia.
Castelo
Mauro Prata
 
Mauro Prata, escultor há 30 anos, é arquiteto urbanista há mais de duas décadas, formado pela FAU–Santos. Fez cenografia para teatro, TV e circo e consagrou-se como gerente da TVE Bahia e do Teatro Castro Alves, em Salvador.
Por hobby, começou como escultor na adolescência com os concursos patrocinados pela Air France. Sua obra no Festival é “Castelo”, com três metros de altura.
Ele utiliza traços de história em quadrinhos, com algumas distorções de escala propositais, para "provocar" o imaginário dos visitantes. A peça possui três metros de altura e três de extensão e precisou de 20 mil quilos de areia para ser construída, além de lâminas de alumínio e madeira, pá e varetas.
Circo da Fórmula 1
Sérgio Prata
 
Sérgio Prata já expôs no Brasil, França e Canadá. Começou sua carreia aos 13 anos de idade e, aos 18, ganhou o XV Concurso Nacional de Esculturas de Areias, organizado pela Air France, no Guarujá. Como prêmio, recebeu uma viagem para França, o que resultou na oportunidade de estudar em duas escolas superiores de Arte, optando pela Ensb-A de Paris, por onde estiveram Delacroix, Ingres e tantos outros mestres.
Ele expõe o circo da Fórmula 1. A peça é composta por três carros e figuras humanas como um piloto sentado sobre um pneu esperando no cockpit. A escultura tem seis metros de extensão por um metro e meio de altura. Durante os cinco dias de construção, “Fórmula 1” utilizou 38 mil quilos de areia. Ele também usou lâminas de madeira, pá, socador de areia e cabos de aço.